Gerenciamento de Risco no Transporte Rodoviário de Carga

Gerenciamento de Risco no Transporte Rodoviário de Carga

Gerenciamento de Risco no Transporte Rodoviário de Carga

A definição para gerenciamento de risco pode ser estabelecida como “um processo de atividades analíticas e de gestão que se concentra na avaliação, identificação e consequente atuação às incertezas inerentes às contingências verificadas durante tráfego dos equipamentos no transporte rodoviário de carga .

Assim, para mitigar o máximo de risco, as empresas de transporte se esforçam para executar estratégias na gestão destes processos. Estas estratégias visam disponibilizar recursos necessários para responder às contingências em tempo real, antecipando potenciais ocorrências.

Toda empresa enfrenta riscos

Para as empresas de transporte, os riscos normalmente residem em três áreas:

  • Segurança do motorista;
  • Integridade e segurança da carga e da frota;
  • Conformidade.

As duas primeiras áreas, em particular, estão sujeitas a influências externas, especialmente eventos climáticos, tráfego e condições das estradas.

A conclusão do processo de transporte depende da transportadora ser capaz de entregar a carga no prazo e em condições íntegras, pois cada parte interessada depende do recebimento ou envio de peças ou produtos, ou seja, se o motorista se acidentar, ficar preso no trânsito ou extraviar mercadoria, por exemplo, haverá significativo dano à cadeia logística.

Além disso, clima é outro fator de risco com os quais todos estamos familiarizados, o que prejudica ainda mais uma transportadora sem uma gestão preventiva eficaz.

Outro ponto de extrema relevância está relacionado ao roubo de carga. Infelizmente, no Brasil, temos um dos maiores índices percentuais globais. Toda e qualquer operação de gerenciamento de risco, para que efetivamente gere resultado preventivo, deve ser operada 24 horas por dia, 365/366 dias por ano.

Assim, a mitigação proativa dá ao transportador a capacidade de identificar potenciais problemas no início do processo, tomar medidas para reduzir estes riscos e executar as decisões de resposta adequadas.

Gerenciamento de Risco na prática

Cada companhia aborda o gerenciamento de risco no transporte de forma diferente, porém deixaremos algumas recomendações que consideramos relevantes:

  • Desenvolvimento de suporte executivo para gestão de risco, com diretrizes internas de atuação;
  • Estabelecimento de rotogramas para todas as rotas operadas, com clara identificação de pontos de parada autorizados;
  • Utilização de “cerca eletrônica” que atua preventivamente em casos de desvios de rotas.
  • Comunicação e atualização satelital com mínimo espaçamento de tempo, para atuação em tempo real;
  • Definição de macros (mensagens) que permitam máxima compreensão e velocidade na comunicação entre motorista e operador da Central (GR);
  • Plano de Ação de Emergência consistente, atualizado regularmente e divulgado internamente para todos envolvidos.
  • Empregar ferramentas de medidas nas atuações de risco e suas respectivas efetividades para análise regular da eficácia dos processos.

 

Tecnologia e Ferramentas de Gerenciamento de Risco

Uma das maneiras mais eficazes pelas quais as empresas podem amadurecer suas práticas de gerenciamento de risco no transporte é com emprego de soluções modernas que capacitam as transportadoras a atuar de maneira imediata em contingências.

Iniciando pelo veículo de carga, em tempos atuais, não se imagina um transporte realizado sem cobertura de rastreamento satelital. Equipamentos modernos, híbridos, que utilizam comunicação de satélite e de telefonia, assim reduzindo área de sombra, que operem em tempo real e possuam atuadores consistentes, são os mais recomendados.

Atuadores como: Sirenes, corta corrente, bloqueio de porta (carona), portas do baú e trava de quinta roda (desengate), são itens de segurança imprescindíveis.

A partir disto, motorista com treinamento meticuloso na utilização do rastreador através do seu teclado de macro, que possa se comunicar com central de gerenciamento de risco de maneira consistente e precisa.

Uma base de gerenciamento de risco com uma central que trabalhe em 3 turnos, com operador atuando no máximo com 20 equipamentos de maneira concomitante, garante assertividade necessária para ações de contingência.

Todo este processo amparado por sistema de informação que atue de maneira efetiva, em tempo real, vinculando todos os agentes integradores de modo fornecer máxima efetividade nas informações de logística e segurança.